Danças regionais

Carimbó
É a dança mais conhecida da região, originada da mistura de três raças:  índios, escravos e os imigrantes europeus, mais precisamente os portugueses. Foi originada na ilha do Marajó, em alguns municípios como Marapanin, Cametá e Ponta de Pedras. O ritmo adveio das danças indígenas, porém, teve uma leve mudança quando houve o contato com os ritmos de andamentos rápidos e movimentados dos escravos africanos. O nome Carimbó é de origem Tupi Guarani, e se deve principalmente ao principal instrumento usado para dar ritmo e marcação à dança: o "curimbó".

Lundú
Dança de origem africana no qual o tema é o convite feito pelo homem à mulher para um encontro sexual. A dança desenvolve-se, a princípio, com a recusa da mulher mas, ante a insistência do seu companheiro, ela acaba por ceder. A movimentação é tão carregada de sensualismo e lubricidade que a Corte e o próprio Vaticano, no século retrasado, chegaram a proibir a dança em território pátrio. Depois, tudo foi caindo no esquecimento, e o lundu voltou a ser praticado às escondidas, respeitando as tradições, os gestos, os volteios e maneios, em três estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais e no Pará, mais precisamente na Ilha do Marajó.

Marujada
A festividade nasceu de uma autorização dada a 14 escravos devotos de São Benedito, que assinaram um compromisso e fundaram a Irmandade da Marujada, em 1798, no município de Bragança do Pará. A festa de cunho folclórico-religioso, acontece durante vários dias do mês de dezembro, começando com a alvorada festiva, às 6 da manhã do dia 18, onde homens "marujos" e mulheres "marujas", percorrem a cidade imitando o balanço de um barco na água. A Marujada de Bragança é dividida em várias danças, como a Contra Dança, Retumbão, Mazurca, Valsa, Xote Bragantino, Chorado e Roda.


Siriá
Originária de Cametá, a dança expressa gratidão dos índios e escravos africanos por um milagre. Depois de um dia exaustivo de trabalho, os escravos eram liberados, sob fiscalização, para conseguir algo para comer. Certo dia, foram à praia e encontraram grandes quantidades de siris que se deixavam apanhar facilmente. Em agradecimento, ensaiaram uma dança e deram o nome de SIRIÁ, que narra o fato.